Este projeto trata a reabilitação e ampliação de uma estrutura pré-existente.
O contexto regulamentar, impondo uma faixa verde contínua de proteção de 20 metros que separe programas de armazenagem de outras áreas, implica que a solução de maior eficiência em termos de uso territorial transfira o acesso de transporte aos armazéns para o alçado poente, permitindo maximizar a área dedicada a outros programas sem compromissos no programa de armazém.
Ao mesmo tempo, é também o contexto regulamentar que nos desenha o alçado frontal, encostado ao afastamento mínimo à via previsto, compondo toda a frente de comércio e serviços do conjunto do loteamento.
Também ele limita a área de construção total possível para o armazém a sua ampliação.
Propõe-se uma nova peça na frente do edifício, com cerca de 120m2 construídos e 80m2 de área coberta, colmatando o espaço existente entre a fachada actual e o limite regulamentar de afastamento à via.
Esta peça permite, por um lado, apresentar uma nova imagem para o edifício, integrada com o previsto para o loteamento contíguo através de um percurso coberto, mas, também, novas oportunidades de exposição (com uma montra à escala da via, complementando dois pisos de exposição interior), uma nova experiência de chegada para o cliente (com um pé-direito duplo de grande impacto e novas oportunidades de exposição de produtos no acesso interior) e uma solução para a forte diferença de cotas entre interior e exterior (resolvendo também soluções de acessibilidades).

O acesso de transportes a poente (coberto e dimensionado para manobras de pesados) abre portas a um acesso lateral nascente para serviços e escritórios, mais qualificado, separado do acesso de transportes e do acesso de clientes, e permitindo também que todo o edifício estabeleça uma relação vantajosa com a nova área verde proposta.
O controlo de acesso passa, em consequência, a ser feito a partir do balcão de apoio.
Toda a área de serviços, permanecendo a nascente, localiza-se agora num contexto de maior tranquilidade e silêncio, transferindo-se a maior fonte de ruído exterior para o lado oposto do edifício.
O programa de serviços ficará, portanto, concentrado no rés-do-chão nascente, junto ao novo acesso exclusivo para funcionários.
Este programa compreende 5 espaços para caixas de pagamento, colmatando necessidades de expansão futuras, apoiados por 6 espaços para postos de trabalho independentes, em open-space mas com espaços individuais definidos.
Propõe-se também um escritório separado com 4 postos de trabalho e um escritório executivo com acesso direto à sala de reuniões e a espaços de arquivo.
A sala de reuniões está visualmente integrada com um espaço multi-funcional mais informal (que pode ser utilizado como recepção, sala de reuniões, bar, ou para outros usos complementares) e que se relaciona com o antigo acesso de transportes a nascente. Este antigo acesso passa a ser um espaço de relação com a faixa verde, constituindo um prolongamento para o exterior dos usos do espaço multi-funcional com que confina (ou outros, como refeições, formações, lazer, etc.).

Em consequência, remetem-se para o 1º piso os espaços de uso ocasional (como os balneários, a copa, a sala de formação e uma sala polivalente).
Estes espaços estão dimensionados para poder das resposta a todas as necessidades futuras.
As circulações correspondentes transformam-se num balcão que anima todo o conjunto do armazém e que interliga visualmente todos os espaços.

A ampliação do espaço de armazém para tardoz faz- se através de um novo corpo com cerca de 1420m2, autónomo mas interligado com o pré-existente.
Propõe-se um novo acesso ao lote pelas traseiras, prevendo-se igualmente espaço para armazenamento no exterior.
Libertando as fachadas, o novo volume de armazém ilumina-se zenitalmente.

