Latada 2008

A elaboração de um símbolo nunca é um gesto simples ou meramente espontâneo, já que as consequências do seu desenho são múltiplas e vão muito para além do mero efeito estético, do que comunica a sua imagem, ou da reacção que provoca no público alvo. (…)

Apesar desses aspectos formarem a génese da intenção de um símbolo, este também tem de atender aos problemas de natureza técnica que surgem por um símbolo se querer adequado a uma multiplicidade de usos diversos.

A primeira decisão técnica que tomámos foi a de conceber o símbolo recorrendo exclusivamente a gráficos vectoriais, já que constitui a solução perfeita para um desenho capaz de ser potencialmente utilizado em desde grandes outdoors até pequenos objectos de merchandising, mantendo uma resolução virtualmente infinita em ficheiros de dimensão pequena.

Daí partimos para o estudo conceptual, explicado de forma simples num diagrama.

Procuramos tirar partido da associação ao símbolo da AAC, mas dotando-o de uma nota informal, divertida e dinâmica. As cores representam de forma abstracta as várias faculdades, e o conjunto sugere uma figura com os braços abertos, dançando.

Criamos dois tipos de “assinatura” para este símbolo.

Uma destinada a um uso informal que peça uma identificação mais simples e imediata (atendendo ao facto de que “Latada” é a designação desta festa mais reconhecida fora da cidade -daí a inclusão da palavra “Coimbra” na assinatura).

Outra com a designação oficial completa, para usos que o peçam ou orientados particularmente para a população estudantil coimbrã, que reconhece essa designação.

Também atendemos à necessidade de utilizar o símbolo em situações mais horizontais (como um banner ou uma faixa) e em aplicações mais pequenas em que, com a versão normal do símbolo, o detalhe do texto ficaria ilegível. (O símbolo em sí aguenta a redução de tamanho, já que foi também desenhado com esta situação em mente.)

Para terminar, o símbolo também foi pensado para se adaptar para aplicações em duas cores ou mesmo uma numa única cor (como bilhetes, senhas, carimbos, anuncios de jornais, t-shirts, pins, isqueiros, canetas, porta-chaves, chapéus, etc. ou outras impressões que se queiram mais económicas), tornando-o particularmente adequado para a produção de merchandising.


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